sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Quijarro ou Onde os fracos näo tem vez

Quando apiortei na fronteira, a Migra estava fechada. O trânsito de carros por ali ñ é controlado, nada é controlado. Se quiseres passar com uma bazooka no colo do motorista, com a ponta para fora da janela, talvez só tenha problemas se ñ tiver nota fiscal.

enquanto esperava encontrei um casal de holandeses. Ela psicòloga, ele engenheiro aeronáutico, pediram licença e estäo na estrada há sete meses, vinham da Venezuela e a conversa me rendeu boas dicas de onde ir, o que ñ fazer.
Mais algumas meia-hotinhas (ninguém sabia se abria às 14h brasileiras ou bolivianas) chegaram dois porteños, com osotaque mais porteño que já ouvi na vida. Um deles tinha estado na casa de parentes em Curitiba dias antes.

Mais boas horinhas, carimbo, vacuna, treinta dias.

Subi em um táxi com os argentinos (os holandeses estavam entrando no Brasil)e fomos até Quijarro, onde tive a primeira impressäo do que é a Bolívia.

Jà tinha ouvido muito falar em choque cultural, mas sempre achei papo de sociòlogo ou o mal que acomete as cinturas dos europeus no carnaval carioca.

Enfim, como o taxista argentino também, e muito louco, havia nos alertado, ñ conseguimos passagem para o trem daquele dia. Na fila, frustrados, encontramos um maluco que o uns 15 minutos depois fui perceber q ñ se dava muito bem com o espanhol e era brasileiro..cara de gringo.

Todos estávamos chocados com Porto Quijarro e queríamos sair muito rápido dali e aceitamos o ônibus, que era mais barato e rápido que o tren. Minto, que era supostamente mais rápido que o trem.

A melhor definiçäo de choque cultural me iluminou os olhos quando, já de passagens compradas, mirávamos embasbacados a paisagem da cidade. Ruas de terra, com poeira em tudo e carros japoneses caindo aos pedaços buzinando e abrindo espaço.

O Ariel, um dos porteños foi perguntar pelo banheiro e a garota que cuidava do suposto bar lhe perguntou porque. Meio encabulado ele respondeu em outras palavras e ela respondeu sem meio termo.

- No, no, hace por la calle mismo

Foi ali, com a Ariel mijando no mato ao lado da mesa, um guri completamente imundo brincando no chäo do bar, um caminhäo com letreiro japonês, aquela poeira toda se estendendo por onde a vista alcançava que entendi o que é choque cultural.

As cervejas se quedarón vazias e descemos até a suposta rodoviária, contrariando os conselhos de todo mundo que já andou naquele ônibus...

Um comentário:

  1. que história de choque cultural o que..
    eu quero saber do sexo com as bolivianas.

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