sábado, 23 de janeiro de 2010

Santa Cruz ñ é a Bolívia

Santa Cruz é uma das cidades mais ricas da Bolívia, se ñ a mais rica. Por aqui se concentra toda a producao industrial - ainda que minúscula - gás e agricultura (desculpem a digitacao, esse teclado ñ tem til, tampouco funciona a cedilha). Aqui definitivamente ñ é a Bolívia.

Neste país ñ existe classe média. Raro encontrar uma casa mais simples ou um carro em média condicoes, ou se tem um carro vindo de segunda mao do Japao ou se tem um Hummer, uma Pajero do modelo 2009 e se mora em uma mansao em um bairro bom.

Ao redor da Praca 24 de mayo, algumas lojas vendem Armani, Arezzo, Nike. E no canteiro central Avenida Cañoto, as cholas e toda gente indígena se acotovela em algo que parece um brechó a céu aberto.

O transito boliviano é um caso a (crase) parte. Ñ existe ponto de önibus, basta estender a mâo onde quer que esteja e ele para. Para descer, nada de sineta ou botäozinho, se grita Paré por favor e desce ali mesmo, seja em que faixa da avenida vocë esteja.

Semáforos säo raríssimos, preferencial ñ existe, o que torna as ruas um buzinaco maior que Curitiba.

A regra número um da sobrevivëncia na Bolívia é: Ñ crie expectativas. Hoje caminhamos mais de duas horas na direcäo errada procurando os restaurantes de frutos do mar a (crase) beira do Rio Piraí.

O Porto Madero boliviano é uma rua de terra, com carros indo e voltando, cavalos, gente vendendo de tudo e zilhöes de restaurantes half mouth pra caralho. A regra número dois também deve ser seguida a risca: Esqueca tudo o que sua mäe lhe ensinou sobre higiene. Se aparecer um cabelo na sua quesadilla, simplesmente retire e coma, poderia ser um inseto.

Aguardo o micro para ir até Cochabamba. O Marco, brasileiro, vai também, em outro horário e em um önibus precário. Os porteños sobem até Trinidad para entrar na Amazönia boliviana.

Na mochilagem as amizades duram algumas hoiras, quicá dias. Se anda pra caralho na direcäo errada e ainda fica dois dias usando a mesma camiseta, com o pé no chinelo preto de tanta terra.

Onze horas até Cochabamba, capital do distrito de mesmo nome e 2.700m arriba, vou aclimatar por lá antes de ir para La Paz. Mais um önibus de la muerte? A ver chico

2 comentários:

  1. pluct plact zuumm. que bom que está indo tudo bem, mesmo dando muita coisa errada. viagem boa é assim, quando vc tem que mandar o planejamento prévio às favas. O mandamento nº4 do derickismo diz: "não se desespere", e o mandamento nº37 diz: "toda esfilha pode ser aberta ou fechada". ainda não sei o que é uma esfilha, mas pode ser que vc descubra. beijos e SUERTE!

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  2. Vou te bater de verdade se você abandonar mais esse blogue.

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