Cristina tem 53 anos, boliviana de La Paz, trabalha como voluntária em um grupo de apoio a famílias de alcolistas, acredita que algo superior rege nossa vida e se chama Cristina por ter nascido no Corpus Cristhi.
Mirando as lindas paisagens do Vale Central, debate sobre como é difícil ter compaixäo por quem faz mal e conta histórias de como ajudou uma amiga que teve problemas com o filho. Ele matou e esquartejou uma garota. "Yo pensé que podría ser mi hijo. La llamé e dice: Estoy contigo e solo que debes tener por tu hijo ahora és amor".
A palavra amor, conta ela,no dicionário se explica como fazer o bem incondicionalmente. Cristina carrega dúzias de marcadores de livros e cartöes postais do similar boliviano do Smilinguido. "Para mi lo mismo, tengo la edad de tu mamá y por ahorita voy a ser tu mamá", me disse enquanto rompíamos com as mäos um saco de nozes para comer com passas. "Hace bien a tu celebro"
Emiliano se chama assim porque a su mamá la gustava mucho Zapata. Tem 28 anos, estudou geologia mas abandonou para fazer design. Juntou uma grana e resolveu viajar com duas amigas.
Como todo o hostel é argentino. Crê que, apesar dos pesares, o primeiro governo de Kirchner mudou muita coisa na Argentina e Cavallo "aun que tenga hecho mierda, despertó el pueblo argentino para lutar por sus derechos", me disse tremendo um pouco enquanto visitávamos o Valle de La Luna, uma versäo paceña de Vila Velha. Ñ gosta de fernet.
Josephine é alemä, tem duas esmeraldas postas no lugar dos olhos, terminou o segundo grau, botou a mochila nas costas e só vai pensar na faculdade quando voltar a Berlim. Le encanta Brasil, pero - como toda gente aqui que tem evitado viajar pelo Brasil - crê que é muito caro viajar por lá. Prefere conchignoli a espaguetti.
Sofia namora Francisco, leva o mesmo nome de minha avó, a ella le encanta Regina, a Elis e näo acreditou muito na história de que tenho um EP autografado em casa. Gostam de rock argentino e guardaram com carinho a lista de bandas brasileiras que fiz em um papel laminado de cigarro.
Ricardo é jornalista. Ficou encantado quando ouviu que é o primeiro brasileiro que sabe falar español. Se chateou um pouco por ñ poder chegar a Machu Pichu, mas acredita que isso é um bom motivo para viajar de novo. Dessa vez vai levar seu pai. Ñ tem muita saudades de casa e se assustou com os fetos secos de llama. Machucou sua boca mascando coca, por ñ retirou os cabinhos da folha. Tem 25 anos e orgulho de ser latino-americano
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
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ResponderExcluirôh gambá; esse ricardo aí vc conheceu onde?
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